Por que visitar o lado argentino das Cataratas do Iguaçu vale muito a pena

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Nosso último dia em Foz foi pra lá de especial. Além de ter sido o dia mais bonito, com aquele céu azulão, foi também o mais surpreendente.

Fizemos um tour de dia inteiro até o lado argentino das Cataratas do Iguaçu e só assim tivemos a verdadeira dimensão do que são as Cataratas. Então a primeira coisa que você precisa saber é que a maior parte das quedas que formam as Cataratas do Iguaçu estão na Argentina, e muitas não são visíveis pelo lado brasileiro.

Muita gente vai falar que o lado brasileiro é melhor, que tem melhor infraestrutura, que a vista é panorâmica e tal, mas a verdade é que nada disso importa. Nossos hermanos venceram a batalha e a dona mãe natureza os recompensou.

Sim! O lado argentino é muito mais legal, mais bonito e infinitamente mais encantador.

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Por que visitar o lado Argentino das Cataratas do Iguaçu?

A maior parte das cataratas está escondida (de nós brasileiros) no lado argentino da floresta! Só para você ter uma ideia tem umas seis grandes quedas que você só verá do lado de lá, além disso a maior parte do sistema que forma a Garganta do Diabo – a mais importante e volumosa queda das Cataratas – também só é visível a partir de uma passarela que fica no lado argentino.

Do lado brasileiro as passarelas passam na base de uma das faces da Garganta do Diabo e no lado argentino o deck fica de frente para um grande funil que se forma no abismo do rio.

Não bastassem as belíssimas paisagens escondidas do lado argentino das Cataratas, o parque dos hermanos nos pareceu ter mais atividades do que o brasileiro. Do lado de lá, existem:

  • 3 circuitos principais que contornam tanto a parte alta como a parte baixa das cataratas (do lado brasileiro temos somente a Trilha das Cataratas);
  • um passeio de bote semelhante ao Macuco Safári, porém um pouco mais radical com dois pontos distintos para banho;
  • um outro passeio de barco que atravessa o rio até uma espécie de ilha – a Ilha San Martín, onde, dependendo do volume do rio, se forma uma prainha e a partir da qual é possível fazer uma quarta trilha que certamente oferece outras vistas incríveis e escondidas! Esse último circuito não deu tempo de fazermos.

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O que fazer em um dia no lado Argentino das Cataratas?

Antes de mais nada é preciso dizer que um dia não é suficiente para conhecer todo o lado Argentino, e para poder aproveitar ao máximo o parque é preciso chegar cedinho, de preferência até as 9h. Foi mais ao menos nesse horário que nós chegamos…

Quem nos levou até Puerto Iguazú, onde fica o parque argentino, foi a agência Combo Iguassu, que opera no Best Western Tarobá. Falamos sobre eles aqui.

Em um dia é possível percorrer as principais trilhas do parque: o Circuito Superior, o Inferior e a Garganta do Diabo. Para fazer o passeio de barco, equivalente ao macuco safári, e/ou visitar a Isla San Martín e seu circuito de 700 metros, é preciso dedicar um segundo dia ao Parque Nacional Iguazú.

O parque argentino cobra apenas metade do valor do ingresso se você quiser retornar no dia seguinte para terminar a visita.

Do centro de visitantes, um local com várias lojinhas, cafeterias, lanchonetes e feirinha, nós embarcamos no monótono Trem de Selva que nos levou vagarosamente até a primeira estação: a Estación Catataras, de onde se acessam as trilhas do Circuito Inferior e Superior.

Nosso plano era seguir direto até a segunda e última estação, a Estación Garganta, para visitar logo o que imaginamos que seria a principal atração do parque. Não sei se foi uma questão do dia, mas não era possível seguir em frente. O desembarque era obrigatório na Estación Cataratas, e por volta das 9h30 já havia uma enorme fila de pessoas aguardando pelo trem – que é a única forma de chegar até a Garganta do Diabo. Então começamos nosso dia pelo Circuito Superior.

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Circuito Superior : caminhada leve no topo das cataratas, totalmente acessível para cadeirantes

Como o próprio nome denuncia, este é o circuito de passarelas que passa pela parte alta do Rio Iguaçu. Trata-se de uma trilha circular que é também a mais extensa do parque; possui cerca de 1700 metros de extensão e permite uma visão panorâmica com vários mirantes localizados sobre o topo das quedas d’água.

O ponto alto deste circuito é o mirante do Salto San Martín, a segunda cascata mais importante das Cataratas do Iguaçu. O mirante está no limite da queda e a partir dele é possível avistar o mirante brasileiro, lá do outro lado do canyon, onde se inicia a trilha das cataratas.

No geral a caminhada pelo circuito superior é muito tranquila. Nós levamos em torno de 1h30 para conclui-la. O que pode torná-la demorada é a quantidade de gente pelo caminho, principalmente nos mirantes. A parte mais chata do circuito superior é o retorno. Para concluir a trilha e retornar para a estação de trem, nós caminhamos por meia hora por passarelas sobre as corredeiras do Rio Iguaçu e por trechos de floresta.

 

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Garganta do Diabo : conhecendo a força da mãe natureza

Finalizamos o Circuito Superior e achando que o Circuito Inferior seria mais do mesmo, decidimos seguir logo para o principal circuito do Parque Nacional Iguazú – a Garganta do Diabo.

Não sei se por ser supostamente o principal atrativo ou se era pelo horário em que conseguimos chegar lá (eram meio dia), fato é que nesta trilha pegamos um engarrafamento de gente que nos forçou a andar em marcha bem lenta na maior parte dos 1 km de percurso que vai da Estación Garganta até o mirante no final da trilha.

No início da trilha da Garganta vimos que é possível fazer um passeio ecológico de bote inflável, a remo, que navega pelo rio iguaçu superior permitindo conhecer mais sobre a flora e fauna local e quem sabe encontrar um jacarezinho aqui, e outro ali…( eu e minha obsessão pelo mundo animal 🙂 )

A empresa que opera os passeios de barco nas Cataratas Argentinas é a Iguazú Jungle. Além do tour ecológico no rio iguaçu superior e da aventura náutica o equivalente radical ao macuco safári brasileiro -, no lado argentino das Cataratas também é possível realizar a gran aventura, que conjuga um tour de 4×4 pela trilha Sandero Yacaratiá com um passeio de barco semelhante a aventura náutica. Todos os passeios de barco estão sujeitos às condições climáticas e ao volume do rio.

 

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Circuito Inferior: arco-íris e cachoeiras escondidas

O circuito inferior é uma trilha circular com aproximadamente 1500 metros de extensão que percorre a parte baixa das cataratas. Nós levamos cerca de uma hora para concluir este circuito.

As passarelas percorrem trechos de floresta e no caminho algumas surpresas fizeram este circuito ser o nosso preferido.

Dentre eles, as quedas  escondidas como os Saltos Dos Hermanos, o Salto Alvar Nunez e o Salto Lanusse; e o visual mais incrível das Cataratas:  a vista para a maior  sequência de quedas d’água que formam uma cortina impressionante, ofuscada ora pelos arco íris, ora pelas nuvens de vapor em torno das cascatas. Nunca na vida havia testemunhado um arco íris completo e tão bonito.

Mas o ponto alto do circuito inferior pra gente foi sem dúvida o Salto Bosseti. Trata-se de uma respeitosa queda em que é possível chegar bem pertinho graças a um deck que se projeta na sua direção. Mas como nem tudo são flores, ali, filas se formavam para que um de cada vez pudesse tirar a sua foto molhada. Me pergunto se todo o dia é assim, tão organizado….

#dica: próximo ao Salto Bosseti está o acesso a trilha que leva à estação de embarque dos botes argentinos. Mesmo que não opte por algum dos passeios de barco, vale descer rapidamente esta trilha e visitar o mirante que leva até a parte mais baixa do Salto Bosseti. O visual é maravilhoso! Um dos mais belos! E quando fomos não tinha ninguém por ali, já que todo mundo se concentrou lá na fila do deck principal, na parte mais alta.

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Trilha Verde : caminhada na selva para fechar o dia

A trilha verde ou sendero verde é uma trilha curta de cerca de meia hora, totalmente acessível e plana que faz a conexão entre o centro de visitantes e a Estação Cataratas do Trem da Selva. Fizemos esta trilha no final do dia para não precisar aguardar pelo trenzinho na estação, mas ela é também uma opção para começar a brincadeira assim que você chegar no parque.

No final das contas se você considerar o tempo que fica aguardando na fila para embarcar e o tempo de percurso do vagaroso trenzinho,  nos pareceu que caminhar pela trilha verde era a opção mais rápida para quem já estava atrasado para pegar a van de volta ao Brasil. Portanto, não custa nada experimentar!

 

 

 

 

  • O parque argentino tem uma infraestrutura excelente, e na nossa opinião, tão boa quanto o brasileiro. No centro de visitantes, na entrada do parque, e em cada uma das duas estações do Trem de Selva, existem lanchonetes e banheiros.  Nos acesso ao circuito inferior também tem uma lanchonete e próximo ao hotel Sheraton, único hotel dentro do parque, há uma praça enorme de alimentação ao ar livre, com três restaurantes fast food e self service.
  • Apesar disso, tudo no parque argentino é bem caro. Um inofensivo imã de geladeira pode custar o equivalente a R$30,00!!! Lá nós bebemos a coca cola mais cara de nossas vidas até o momento. Por isso, vale a pena levar seu lanchinho e suas bebidas na mochila.
  • O parque fica bem cheio e o tempo de espera para embarque no Trem de Selva pode superar os 30 minutos. Estes deslocamentos de trem acabam roubando um tempo precioso. Nós fizemos este passeio em uma segunda-feira e na baixa temporada, em agosto. Por isso, talvez seja prudente evitar visitá-lo no final de semana, quando certamente a quantidade de visitantes é maior.
  • Dentro do parque cartões de débito, crédito e até mesmo real são aceitos, mas os ingressos só podem ser adquiridos em pesos argentinos e em espécie. Valor do ingresso para residentes do Mercosul: 250 pesos argentinos.
  • Em Puerto Iguazú paga-se uma taxa de turismo no valor de 20 pesos por pessoa,em espécie, no retorno para o Brasil.
  • Se não estiver de carro, para chegar e sair do parque, o melhor é contratar o transfer em uma agência. Quem nos levou até as Cataratas Argentinas foi a Combo Iguassu e nós a recomendamos!

 

 

 

 

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2 comentários em “Por que visitar o lado argentino das Cataratas do Iguaçu vale muito a pena

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