Parque Nacional Yoho: roteiro com sete atrações imperdíveis

7 lugares para visitar no Parque Nacional Yoho, na rochosas canadenses

Quando pensamos na região das montanhas rochosas canadenses, logo vem à mente os parques de Banff, Jasper e a região de Lake Louise. Mas é bem verdade que há muito mais para ver e fazer para além desses famosos parques.

O Parque Nacional  Yoho foi o segundo parque nacional estabelecido no Canadá e  é um desses lugares espetaculares que nem todos os pacotes de viagem vendidos no Brasil exploram.  O parque – que está localizado na Columbia Britânica – faz fronteira com o Parque Nacional de Banff, em Alberta.  Visita-lo de carro é uma excelente opção, já que saindo de Banff você leva cerca de uma hora pela rodovia Trans-Canada até a entrada do parque. A partir de Lake Louise, leva-se cerca de meia hora.

Reservamos um dia de nossa road trip para visitar o Parque Nacional  Yoho e encontramos algumas das paisagens mais belas das rochosas canadenses. Dá uma olhadinha no roteiro que fizemos!

#1 Spiral Tunnels – a sinuosa ferrovia que corta as montanhas

Assim que adentramos o Parque Nacional  Yoho, o primeiro ponto de interesse era o Spiral Tunnels. Sabíamos pouco sobre ele, mas imaginamos que seria algo legal, visto que nos tours regulares das agências havia sempre essa parada. Mas…não foi bem assim.

Honestamente, não sei se paramos nos mirantes certos, mas o fato é que achamos o sistema de tuneis bem sem graça perante tudo o que vimos na região.

Spiral Tunnels – trata-se de uma sinuosa ( e perigosa ) ferrovia construída há mais de cem anos. Ela serpenteia as montanhas e atravessa um total de oito túneis. Na época de sua construção, essa passagem teve grande importância econômica para a região do oeste canadense. Hoje não há mais trens de passageiros circulando pela linha férrea, apenas carga. Estima-se que cerca de 30 trens ainda circulem diariamente por ela.

O primeiro mirante da Spiral Tunnels fica na  rodovia Trans-Canada. É fácil localiza-lo, pois certamente haverá carros e ônibus turísticos encostados nos mirantes da estrada. Placas interpretativas estão por ali, mas a paisagem em si, eu achei bem obstruída pela vegetação. Foi preciso usar os recursos da super zoom para entender do que se tratava.

O segundo mirante da Spiral Tunnels é um pouco melhor. O Upper Spiral Tunnel Viewpoint fica na Yoho Valley Road e quase passa despercebido. Nessa rodovia, o fluxo de carros e de pessoas era bem pequeno na primeira semana de outubro.

Spiral Tunnels visualizado com muito zoom na câmera

#2 Takakkaw Falls – adrenalina na estrada para a mais alta queda d’água

Nossa segunda parada foram as quedas Takakkaw. A segunda cachoeira mais alta do oeste canadense tornou recompensador o trajeto pela Yoho Valley Road, onde paramos no segundo mirante para ver os Spiral Tunnels.

Preciso ser honesta com vocês: a Yoho Valley foi a estrada mais perigosa em que dirigimos nas rochosas canadenses. Foram 13 quilômetros subindo uma serrinha pavimentada, estreita e sinuosa, com momentos de frio na barriga! Por alguns minutos, cheguei a duvidar se estávamos no caminho certo de tão longe e inóspito que o percurso me parecia, até que ainda bem distante do estacionamento de acesso, já podíamos observar o topo da cachoeira.

Para acessar a cachoeira, deve-se dirigir até o final da estrada onde está o estacionamento. De lá, caminha-se de volta por uns cinco minutos, beirando as corredeiras até uma ponte. É preciso atravessa-la e fazer uma curta trilha se quiser chegar na base da cascata.

Apesar da estrada Yoho Valley, o cenário que encontramos em Takakkaw Falls foi estonteante, eu achei.

A Yoho Valley Road só funciona de junho a outubro. No início da estrada, há um acampamento: Kicking Horse Campground – o maior do Parque Nacional  Yoho. Não é preciso agendamento.

A cachoeira Takakkaw fica em um local sereno e o cenário parece uma pintura!
Depois de atravessar a ponte, caminhe por alguns minutos na trilha até a base da cachoeira.
Trecho mais sinistro da estrada Yoho Valley!!

#3 Natural Bridge – contemplação da força da natureza

Voltamos o caminho todo até a Trans-Canada, mas agora com destino à Natural Bridge. Já era quase meio dia quando passamos direto pela minúscula Field, cidadezinha onde muitos fazem uma parada. Quem quiser, pode aproveitar e parar no Centro de Informações ao Visitante do Parque Nacional Yoho.

Logo após Field, ainda na Trans-Canada, pegamos um desvio à direita para a Emerald Lake Road. Aqui é preciso ficar atento, já que o acesso à essa estrada não é bem sinalizado.

Natural Bridge – trata-se de uma formação rochosa que foi esculpida pela força das águas do rio Kicking Horse, formando uma ponte natural.

Talvez por estar na estrada para o lago Esmeralda, essa seja uma atração bastante popular – e populosa!! Encontramos muita gente por lá, mas devido à beleza das corredeiras e da pequena cascata que esculpe a ponte rochosa, nada disso nos incomodou.

Acho que ficamos cerca de meia hora por ali e foi suficiente!

Pode ser que o melhor seja visitar a Natural Bridge na volta do Lago Esmeralda. Mais para o final da tarde deve haver menos gente no local. #ficaadica.

A ponte rochosa natural esculpida pela erosão provocada pela força do rio Kicking horse
Existe um mirante logo a após a ponte “civil” onde os turistas ficam, mas dá pra chegar bem pertinho das corredeiras também, desde que com muito cuidado! Se cair aqui, bye bye!

#4 Emerald Lake: o maior e mais belo lago 

Seguindo a estrada, chegamos a um dos mais lindos lagos das rochosas canadenses: o lago esmeralda!! Nem preciso dizer qual é a cor da água!

Apesar de estarmos na baixa temporada e no meio da semana, o estacionamento do Emerald Lake estava lotado!

Além de contemplar o lago, por ali é possível alugar uma canoa, fazer caminhadas e trilhas ou simplesmente tomar um café no restaurante do Emerald Lake Lodge.

Iniciamos uma caminhada despretensiosa pela margem do lago para admirar as casinhas do Emerald Lake Lodge, pelas quais fiquei completamente apaixonada! Eu havia até pesquisado o valor das diárias, mas como eram muito caras, desisti. Me arrependi amargamente de não passar uma noite de frente para aquele lago. Acho que deve valer cada centavo.

Se a nossa caminhada começou despretensiosa, acabou sendo a nossa maior aventura na floresta. Sem ter exata noção da extensão do lago Esmeralda, resolvemos seguir caminhado por sua margem. Adentramos a floresta densa cuja trilha estreita tinha muita lama, pegadas e fezes frescas e abundantes de, provavelmente, um cervo grande ou um alce!!

Apesar do nosso medinho, que acabou sendo inevitável em alguns trechos onde por vários minutos não víamos mais ninguém, seguimos desbravando a trilha torcendo para não dar de cara com o animal que por ali andara minutos antes – muito embora uma parte de mim estivesse louca para ver um alce! \o/

No final completamos o loop de quase 6 km em torno do enorme Lago Esmeralda.  Descobri também que o povo na verdade costuma caminhar só por uma margem do lago (à esquerda), oposta à trilha que iniciamos. Na margem esquerda, a  trilha é pavimentada, com banquinhos para descanso e contemplação em vários pontos da rota.

Não preciso dizer que essa caminhada esgotou todas as nossas energias e por isso, fomos do lago direto para o nosso hotel em Banff. Chegamos pouco antes do pôr do sol e fechamos o dia subindo a Sulphur Mountain em Banff mesmo, mas essa história eu te conto outro dia!!!.

 

Além das caminhadas ao redor do lago, muita gente aluga canoas para explorá-lo!
Entrada para as cabanas do Emerald Lake Lodge e tb para o restaurante. Começamos a nossa trilha aqui!
Essas cabanas devem ser incríveis para passar um dia. Elas possuem uma varada com vista para o lago nos fundos!
A trilha que começa logo após as cabanas dá a volta em torno do lago e maioria das pessoas não faz esse pedaço. Aqui a caminhada atravessa trechos de floresta e é preciso estar atento. As poucas pessoas que cruzaram nosso caminho carregavam sinos e bear spray! Menos nós….o jeito foi tocar uma música no celular!

Trecho do lago que você só vê se fizer a trilha ou metade da trilha.

O nosso roteiro acabou aqui, mas aproveito para deixar aqui a dica de mais dois lugares que parecem imperdíveis e que deixamos para a nossa próxima visita ao Parque Nacional Yoho:

 

#6 Wapta Fallsuma trilha para a maior cachoeira

Essa é a maior cachoeira em volume de água do Parque Nacional  Yoho. Para chegar até ela, basta seguir a Trans-Canada ( passando direto pelo acesso à Emerald Lake Road ) e pegar uma trilha que totaliza quase 5 km ida e volta. Alguns dizem que trata-se de uma caminhada de 30 minutos.  Depois dos 6 km de caminhada ao redor do Lago Esmeralda, não tínhamos mais condições de caminhar nem 10 metros! #sedentáriosmesmo

Fonte: Wikipedia

#7 Lake O’Hara: o lago alpino de difícil acesso

O acesso ao lago O`Hara também fica na rodovia Trans-Canada, nos primeiros quilômetros do parque, para quem vem de Lake Louise/Banff. Mas este é um lago de altitude, localizado na zona alpina e o acesso  é restrito a 42 visitantes por dia, além daqueles que pernoitam. Uma pena não tê-lo visitado já que estava no topo da minha lista de desejos do Yoho National Park!

Para visitar o lago é necessário fazer um agendamento com a Parks Canada que oferece um translado de ônibus até o lago. Isso mesmo, não dá para ir com nosso carro. Tentamos fazer a reserva do ônibus com 3 meses de antecedência, mas já não havia vagas.

A outra forma de chegar até o lago é necessariamente fazendo um pernoite em uma das duas opções de hospedagem da região ou no acampamento, que precisa ser reservado com 3 meses de antecedência. O acampamento oferece apenas 30 vagas e é super concorrido! Acesse o site do Parks Canada para maiores informações sobre como fazer essas reservas.

O transporte funciona de junho até o final de setembro ou início de outubro! Os mais aventureiros podem se arriscar na trilha subindo 11km até o lago.

Tamanha restrição e concorrência, imagino o quão incrível não deva ser esse lago! Se você já o visitou, compartilha com a gente aí nos comentários!! 🙂

Fonte: Wikipedia

 

 

 

 

 


 

 

 

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14 comentários em “Parque Nacional Yoho: roteiro com sete atrações imperdíveis

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